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A Importância da Auto-Estima Dentro da Empresa

Resumo

A motivação humanatem sido um dos maiores desafios na gestão organizacional,  fato concreto que esse fator é relevante para o bom rendimento dos funcionários que atuam em determinada empresa, atingindo as metas almejadas. O presente estudo tem como objetivo analisar e proporcionar uma reflexão sobre a importância da auto-estima dentro da empresa, focando na relação entre os benefícios individuais e coletivos com o papel da empresa na conquista desse importante fator. Quando uma pessoa se coloca ou direciona a um caminho ou um objetivo, ela não necessariamente está motivada a atingir este objetivo, sendo meio estimulador para pesquisas que envolve o poder da motivação.

Palavras-chaves: Auto-estima. Motivação. Organização.

 

O que é motivação

Segundo Bergamini (1998), a motivação humana tem sido um dos maiores desafios na gestão organizacional. Inúmeras pesquisas têm sido elaboradas e diversas teorias têm tentado explicar o funcionamento desta força aparentemente misteriosa, ou ainda desconhecida, que leva as pessoas a agirem em direção do alcance de objetivos. Enquetes a respeito do assunto, entre tanto, normalmente mostram que existe ainda muita confusão e desconhecimento sobre o que é e o que não é motivação. Quando uma pessoa se desloca ou se direciona a um caminho ou a um objetivo, ela não necessariamente esta motivada a atingir este objetivo.

Como comenta a autora acima citada, se todas as vezes que alguém falta, ou atrasa, houver punição com uma perda de vencimentos mensais, a partir  do momento que tal consequência desagradável deixar de existir, o comportamento indesejável reaparecerá, isto é, as faltas e os atrasos voltarão a se repetir. Por outro lado, se um aumento nos níveis de vendas  for premiado por uma gratificação especial, a partir do momento em que este prêmio deixar de existir, o empenho dos vendedores diminuirá e as vendas voltarão a cair e, provavelmente, a níveis inferiores àqueles já atingidos antes da concessão do prêmio.

Contudo, como salienta Bergamini (1998), o movimento pode até mesmo gerar desmotivação, independentemente da permanência dos estímulos geradores. Como as pessoas não se deixam manipular, embora aparentemente continuem se movendo, o montante de energia pessoal investida nas atividades condicionadas vai gradativamente diminuindo e cada vez mais o indivíduo vai rendendo menos. O nível de satisfação pessoal vai baixando com o decorrer do tempo e, com ele diminuindo o conceito de autoestima que as pessoas experimentam a respeito de si mesmo. Em pouco tempo, como indicam algumas pesquisas, será possível reconhecer alguém inteiramente desmotivado.

Ainda a autora acima citada, a motivação por sua vez, dura enquanto a necessidade interior  não for suprida. De maneira oposta ao movimento, o alcance dos objetivos propostos, ou seja, o fim do potencial motivador, gera no indivíduo um sentimento de estima e auto – realização que lhe trás satisfação e o predispõem a empreendimentos cada  vez mais ousados, em busca de concretização de novas necessidades e potencialidades. A partir desta colocação pode-se, então, entender a motivação como uma energia, uma tensão, uma força, ou ainda, um impulso interno aos indivíduos. Sobretudo, oque é relevante considerar é que a motivação é diretamente ligada a um determinado objetivo. Assim, não é possível motivar uma pessoa, o que é possível é criar um ambiente compatível com os objetivos da pessoa, um ambiente no qual a pessoa se sinta motivada.

 

Como evitar a desmotivação

Percebendo o processo que esta desencadeando a  desmotivação, é necessário fomentar ações que venham ao encontro da necessidade individual e coletiva do grupo de profissionais.  Segundo Aquino (1978), para evitar a desmotivação tem que ter incentivo, motivação para com seus colaboradores e ter um treinamento adequado de pessoal bem treinado e recebendo remuneração justa pelos seus serviços. Fazendo um bom treinamento sairá um bom profissional, mais completo e mais motivado, pronto para encarar os desafios com qualidade na produtividade. As empresas que investem nos funcionários com treinamento e cursos especiais, o desembolso tem valido apena, porque as produtividades crescem cada vez mais percentualmente.

O conhecimento de valores colaborador, permite que cada profissional ou agente envolvido se torne motivado de acordo como recebem elogios pelos seus serviços. Em toda empresa os colaboradores esperam:

  • Segurança no trabalho;
  • Indenização;
  • Oportunidades de progresso;
  • Benefícios financeiros.

Para Fllippo (1980), o bom desempenho acontece com o “mal desempenho”. Ou seja, o efeito da motivação sobre o desempenho é visivelmente observado. A  motivação facilita sempre a aprendizagem e o desempenho,  sendo indicador para toda empresa.  Estimula o funcionário, fazendo despertar a vida com qualidade. Resulta na percepção do indivíduo para a importância do trabalho em equipe, aumentando ação e produtividade.

Uma das técnicas de gestão mais eficazes para ampliar o máximo as qualidades da empresa,  tornando mais competitivas, é a motivação dos profissionais da própria organização, seus fornecedores e canal de distribuição. Estas técnicas, que reúnem um grande número de instrumentos, atingem resultados sensivelmente melhores se apoiadas por uma comunicação persuasiva e pela administração de resultados transparentes, ágil e justa, num trabalho que exige concentração, disponibilidade e experiência.

Para Oliveira (2002), as pessoas precisam conhecer-se cada vez mais para desenvolver sua auto-estima, redescobrir a emoção no trabalho e conquistar seu espaço na era da globalização. No momento em que as organizações perceberam que a qualidade tão exigida num mundo competitivo não poderia existir sem a ação efetiva das pessoas que compõem o processo produtivo, os recursos humanos ganharam um foco diferenciado. Hoje fica cada vez mais evidente que a verdadeira vantagem competitiva esta no correto estímulo e desenvolvimento dos talentos humano, menos voltado para as questões técnicas e mais para o comportamento frente aos negócios.

 

Trabalhando a motivação

Para um funcionário sentir feliz na empresa, gostar da estrutura organizacional, perceber-se importante na conquista das metas alcançadas é muito raro.   Segundo Maitland (2000), a satisfação no trabalho é um conjunto de sentimentos favoráveis ou desfavoráveis com os quais os empregados veem seu trabalho, sendo que satisfação no trabalho refere-se tipicamente as atitudes de um único empregado, mas pode também se referir o nível geral de atitudes dentro de um grupo. Essas definições demonstram que satisfação e alegria no trabalho pode ser uma finalidade em si.

Ainda o autor relata-nos que, satisfação no trabalho pode influenciar atitudes em relação a outras esferas da vida, tais como: autoconfiança ou atitudes em relação à família, etc; pois representa somente uma  parcela da satisfação em relação à vida, isso significa que o ambiente fora do trabalho influencia sentimentos no trabalho, assim como o trabalho influencia o sentimento de satisfação  geral na vida de uma pessoa. Por isso, é necessário levar em consideração, além do cargo e do ambiente de trabalho, também as atitudes dos funcionários em relação a outras esferas de sua vida.

É possível que funcionários não manifestem satisfação ou insatisfação e a expressão de sentimentos seja totalmente diferente de acordo com o comportamento  individual e culturas diversas. Uma das razões para estudar a satisfação no trabalho é a sua relação com a saúde física e a saúde de sua psique. Há uma correlação significativa entre satisfação e insatisfação e sintomas físicos, tais como fadiga, dor de cabeça, etc; assim como se podem estabelecer relações de conflitos e rotatividade de mão-de-obra, fazendo com que este indivíduo torne-se às vezes resistente, antagônico e avesso a colaboração. A satisfação no trabalho é medida através de percepções e sentimentos que os funcionários ou subordinados expressam a respeito da realização de seus valores quanto ao trabalho. Satisfação é diferença entre o que a pessoa necessita e o que ela recebe do seu trabalho, ela se exprime através da indicação do indivíduo  sobre o grau de cumprimento de aspectos intrínsecos e extrínsecos ao trabalho.

 

Conclusão

A gestão de uma empresa perpassa por vários setores importantes para seu sucesso, destaco o cuidado especial que deve ter com  seus profissionais, são eles que fornecem a energia vital que mantem o setor produtivo. Manter esse organismo fluindo, vivendo e aperfeiçoando é importante, todavia nem sempre é o suficiente.

É necessário que se tenha em mente a necessidade em criar um clima organizacional, sendo conceituado como a qualidade ou propriedade do ambiente organizacional que é percebida ou experimentada pelos participantes da empresa e que influencia o seu comportamento. Refere-se especificamente às propriedades motivacionais do ambiente organizacional e permite a satisfação das necessidades individuais de seus participantes. Muito importante para qualidade de vida.

A dualidade em conceder benefícios e conceder qualidade de tratamento deve ser repensada ao longo do ciclo de vida da empresa. Uma ação que hoje forneça um esforço do trabalhador pode no futuro promover uma decadência acentuada. Fato concreto é que a empresa necessita ser coerente com o merecido e ofertada para classe trabalhadora, tendo como política de gestão.

Outro ponto que destaco é a necessidade do indivíduo buscar em sua vida social, profissional e familiar, organizar sua vida de tal forma que tenha paz e não permite que o um setor influencie em outro, buscando a realização de seus sonhos.

Por fim, não devemos viver a espera de aplausos para que venhamos a reagir diante de determinadas situações, é preciso que façamos por nós mesmos com a certeza de que se preciso for começaremos tudo de novo, com muita motivação.

 

Referência Bibliográfica

AQUINO, Cleber Pinheiro. Administração de recursos humanos: uma introdução. São Paulo: Atlas, 1978.

BERGAMINI, Cecília. Motivação nas Organizações. Atlas, 4ª Edição, 1998.

FLLIPPO, Edwin. Princípios da Administração Pessoal. 2ª edição. São Paulo: Atlas, 1980.

MAITLAND, Iain. Como Motivar Pessoas. São Paulo: Nobel, 2000.

OLIVEIRA, Silva Luiz. Sociologia das Organizações: Uma Análise do Homem e das Empresas no Ambiente Competitivo. Editora. Thomson Learning. São Paulo, 2002.

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