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Concepções Fundamentais Sobre Contexto de Alfabetização

“Conte-me e me esquecerei, ensina-me e me lembrarei, envolva-me e aprenderei” (Benjamin Franklin)

 

Resumo

O presente trabalho tem como finalidade apresentar os avanços teóricos da alfabetização que enfocam indiretamente o letramento e mudança na práxis pedagógica do alfabetizador contemporâneo.  Para uma ação concisa faz-se necessário a compreensão e conhecimento do aluno sobre o  mundo que o cerca. Assim, como a alfabetização e o letramento são processos que caminham juntos, a alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, entendendo que a alfabetização possui suas especificidades e que deve aproveitar cada parte da relação entre homem e sociedade em relação à língua escrita e falada. Considera-se que o aluno concebe essa gama de representação cultural e deve ser crucial no trabalho docente quando se trata de alfabetização.

Palavras-chave: alfabetização, contexto da alfabetização.

Concepção Crítica na Prática da Alfabetização

Observando a história da educação em todo o mundo, percebo uma mudança na forma de analisar os pontos críticos no processo de alfabetização, principalmente quando a grande massa oriunda de classe com menos capacidade financeira conseguiu acesso à escola. Talvez não houvesse uma mudança na forma de analisar, mas surgimento de novos problemas foi colocado em observação por mentes pesquisadoras. Por outro lado, inicia-se ai o fracasso da escola, na qual encontrava-se em dificuldade de atender com qualidade essa nova clientela.

Segundo Ferreiro (2001) começa a caça aos culpados, que por sua vez limita-se em julgar pouco capazes os alunos pela sua subnutrição e deficiência, e a escola pela forma de reprodução e centralização do poder.

Diante desse contexto, cito a falta de parâmetros que definissem o papel da escola na alfabetização e da capacidade de compreensão da necessidade de valores básicos para que uma criança tenha condições de aprendizagem e de desenvolvimento. Entre elas o afeto, a alimentação e condição igualitária de tratamento. Por outro lado, como culpar um professor em sua prática quando esse não possui formação adequada para compreender o processo de alfabetização na íntegra, ou de como uma criança adquire conhecimento, ou de quais habilidades são fundamentais para uma criança de seis, sete anos, e assim por diante.

Interagimos no mundo através dos sentidos, entre eles a fala, que se desenvolve de acordo com o recinto sociocultural ao qual está inserida a prole. Caso a docência  parta do pressuposto que a codificação simbólica dessa linguagem adquirida é o caminho para alfabetização, define-se meios que contemple essa interpretação para que inicie o processo de aquisição da compreensão dessa linguagem por meio dos símbolos e de acordo como a criança possa adquirir esse conhecimento.

Em outro momento, vejamos que há situações pertinentes que prendem a atenção com fluência, como as músicas  dos comercias usados na década passada, em que este fica armazenado na mente humana e faz com que reproduzimos isso o dia todo. Caso a alfabetização segue a concepção de que devemos criar situações sonoras e que possamos codificar tais situações, seja caminho para esse processo ter qualidade, segue rumos totalmente diferenciados do meio social.

Além do respeito pelo ser  humano, dar oportunidade que possa retirar suas dúvidas e se expressar, é fato primordial para que aguce o desejo e fortaleça a busca pela observação, anotação e apresentação ao público do que concluiu. A forma como essas práticas contrárias conduzem a alfabetização, cria um estágio pouco evolutivo na aquisição da linguagem escrita, por inibir esses fatos anteriores.

 

Conhecimentos Iniciais na Alfabetização

Anteriormente foi colocado que  meninos e meninas recebem informações de varias maneiras, porém nesse contexto, os conhecimentos iniciais em que a educação voltada para alfabetização  está mais ligada não somente a informação, mas a interação que há entre essa informação e a aquisição de conhecimento. Teberosky  e Gallart (2004), coloca que a educação tradicional baseia-se em fichas e livros, na qual a criança passa a ser solitária em seu processo de aquisição de conhecimento.

Com a nova forma de trabalhar, existem vários fatores em que a escola deve estar atento, em sua maioria,  ligada interação e observação. Entre esse contextos Teberosky  e Gallart (2004) cita: Contexto de manipular e olhar os textos;  contexto de observar essas mesmas ações junto com adulto;  contexto de escutar a leitura em voz alta feita por um adulto e de participar do intercâmbio verbal; contexto de relação entre contexto e texto; contexto de escrever em “voz alta”, ditando a um adulto, em que o adulto é escriba; Contexto de perguntar e receber resposta de adultos ou parentes próximos; Contexto de imitar a leitura, produzir escritas, antecipar o conteúdo de um conto, etc; Contexto de escrever por si mesmo textos longos  que escutaram e que memorizaram.

Cada um tem seu grau de influencia, tais relações se fazem interagir no mundo da criando uma relação própria, em que a escola em sua prática, principalmente em sala de aula deve manter-se atenta para possa usufruir com qualidade, melhorando sua função.

 

Ou seja, a informação provém da interação com os objetos escritos e com os leitores e escritores assim como das próprias ações do menino e da menina. Trata-se apenas de informações a partir da qual se elabora conhecimento devido á atividade cognitiva do menino e da menina (TEBEROSKY  e GALLARD, 2004, p.57).

 

Essas relações de interação com os contextos citados,  servem como informação que possa orientar a elaboração de atividades de cognição que contemple a necessidade de meninos e meninas, daí a sua importância.

Abordagem dos Diferentes Contextos de Alfabetização

Como antes citado, há diferentes contextos ao qual influenciam na aquisição de habilidades e na maneira como o professor deve abordar em sua aula para que se tenha resultado satisfatório. Nessa parte, estaremos abordando individualmente cada contexto, tendo como base a forma de utilizá-lo em sala de aula.

O primeiro são os suportes textuais, estes podem ser os livros, jornais, carta, etc. Cada gênero tem sua finalidade, vejamos que conhecer o objeto é o foco, temos o hábito de  querer ousar, ir alem, de transpor a capacidade humana de evolução e não respeitar o que se necessita em cada etapa e,  pulamos como se o resultado seja pequeno demais para os alunos em processo inicial de alfabetização, está prática está aliada a outra distorção, que Teberosky  e Gallart (2004), diz que não é porque os suportes textuais são excelentes ferramentas, que devemos usar todos, uma lista telefônica serve como meio de pesquisa em algo que se almeja antes de iniciar a sua observação e além disso cada gênero tem sua finalidade no desenvolvimento. Para abordar uma prosa, uma poesia, uma carta, etc. Temos em mente sempre se os meus objetivos estão de acordo com o que o suporte possa me ofertar.

O segundo contexto  é a observação realizada por adultos. É comum a reprodução dos meninos e meninas de ações feitas por adultos. Se eles reproduzem então não se deve deixar a mercê da própria sorte a influencia na alfabetização. Para que o contexto de observação cumpra objetivos pedagógicos, deve não apenas tornar-se explícita, mas também participativa, por parte do menino e da menina. (TEBEROSKY  e GALLARD, 2004, p.61).

Para uma abordagem em sala de aula, convictos da necessidade em se proporcionar uma ação adulta em que faz do aluno um ser participativo, colocaremos como exemplo, a escolhas de livros que o professor irá usar, este deve haver meios que levem o aluno a observar e participar, então devem inicialmente escolher livros que tragam mensagens com figuras, para que a criança faça a ligação da leitura visual com a verbal, está ultima do professor.

De acordo com Teberosky  e Gallart (2004), a escolha dos materiais podem ser por repetição, quando se busca afirmar a ação, de substituição quando se tenta enfocar outras situações, de contradição, quando deseja eludir ações opostas aquelas antes trabalhadas e de complementação, na qual dê-se continuação com informações complementares. Outro ponto, esses critérios devem seguir uma função, que pode ser melhor trabalhado escolhendo por um texto narrativo, decorativo ou expressivo. Cada ação tem sua finalidade, não basta o adulto enfocar uma ação e crê que está é suficiente para que a participação do aluno caracterize em aprendizagem, está em si deve ser empregada de acordo com o que se deseja e na ordem necessária.

O terceiro está em escutar a leitura em voz alta, em que a criança coloca-se em contato com informações oriundas da leitura de um adulto, fato muito utilizado no processo de alfabetização.

Segundo Teberosky  e Gallart (2004), é comum certa discussão entre tipos de leituras para meninos e para meninas. Porém a leitura em que há dialogo, é a mais utilizada e esta faz com que aumente as perguntas por parte dos adultos e consequentemente o desejo por resposta por participação das crianças. Esta leitura traz novos vocábulos e deve o professor permanecer-se atento a este.

O quarto contexto é o de escrever em “voz alta”, ditando ao professor, ao pai, e assim por diante. Nesse sentido, o professor deve ser capaz de compreender como fazer, para que todo o processo se torne um ato que não prejudique a evolução dos alunos. Para usar a função de escriba, o professor deve: levar em conta a diferença entre a escrita da linguagem e a linguagem da escrita. (TEBEROSKY  e GALLARD, 2004, p.63).

O quinto contexto é o de perguntar e receber respostas. Todos os contextos citados anteriormente podem ser utilizados para que este venha a ocorrer. Trabalhar com essa situação, leva ao seguinte propósito:

 

O propósito de criar um contexto de perguntas e respostas é incitar a obter informação, elaborar compreensão, resolver dúvidas e raciocinar sobre a escrita e a linguagem. Desse modo, evita-se o alunado que não está motivado a fazer perguntas. (TEBEROSKY  e GALLARD, 2004, p.65 e 66)

 

O principal ganho em se criar situações que fomente um ambiente investigativo é primordial para que se faça uma cultura de reflexão. Vejamos o quanto esse ambiente pode favorecer a capacidade cognitiva, citadas pelas autoras.

Durante muito tempo os alunos foram receptores de informações, nesse sentido, aguçar o ato da pergunta, faz deles gestor da criação de suas próprias construções de informações, passam a ver as coisas e situações com olhos de curiosidade e de dúvida.

 

Conclusão

É importante conscientizarmos que  o professor alfabetizador, contribua para a qualidade da alfabetização, pois somente quando ele tiver consciência da importância e escrita na sociedade em que vive, é que vai romper com paradigmas tradicionais e perceber que não basta decodificar símbolos gráficos.

A escola tem como função respeitar a bagagem de conhecimento adquiridos pelos alfabetizandos, respeitando e utilizando a contextualização de cada um. É necessário também, que o professor alfabetizador  considere as escritas do ponto de vista produtivo e/ou  construtivo, representando a evolução de cada criança.

Esperamos que esta pesquisa possa contribuir para com os professores alfabetizadores, para que os mesmos tornem profissionais críticos, lapidando em sua prática uma alfabetização com qualidade.

 

Referência Bibliográfica

FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. São Paulo-SP: Cortez, 2004.

 

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo-SP: Cortez, 2001.

 

TEBEROSKY, Ana; GALLART, Marta Soler. Contextos de alfabetização inicial. Porto Alegre-RS: Artmed, 2004.

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