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aspas1 A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida. aspas2

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Contribuições Psicopedagógicas no Contexto Familiar e Educacional

Resumo

O conteúdo deste artigo é uma abordagem sobre casos de influência familiar percebido através do diagnóstico psicopedagógico em relação as mudanças de condutas e ações realizadas pela criança que sofrem influência em seu envolvimento na escola. Consequentemente ocasionando baixa evolução na aprendizagem ou dificultando o transcorrer natural das atividades com outros alunos dentro da sala de aula. Enfocaremos como se procedeu a possível descoberta  frente às colocações referida pelo diagnóstico, atribuindo assim a importância do psicopedagogo para o sucesso quando se encontram envolvendo o novo estilo de família e  escola.

Palavras chaves: Família. Psicopedagogia. Aprendizagem.

INTRODUÇÃO

No âmbito escolar, infelizmente encontramos alguns profissionais que acreditam  não haver  existência da  influência da família no desenvolvimento e aquisição de conhecimento da criança em relação ao que se discute em sala de aula. Dentre os atributos do psicopedagogo está a tentativa em efetuar possíveis descobertas que ocasionam a não aprendizagem nos alunos e, como a família é o meio social em que a criança passa a maior parte do tempo, é de suma importância considerar esse espaço social no processo investigativo.

Geralmente percebemos certo conflito na maneira de acontecer à relação família e escola. Para muitos professores é jogada para escola a responsabilidade de educar em todos os sentidos a criança, e alguns pais simplesmente não assumem seu papel. Em alguns casos a família atribui baixa qualidade em fornecer um ensino qualitativo, centralizando na exposição de conteúdos. Certo que ambos os casos ainda são comum no meio escolar e familiar, levando  o psicopedagogo ampliar seu leque no processo de diagnóstico.

A colaboração da família deve ser algo fluente na relação entre professor  e pais, ao ponto de passar informações fundamentais para que a criança seja explorada pela sua habilidade natural e venha melhorar pontos já observado por um dos lados citados. Mesmo sendo um meio em que se detectam poucos casos, deve ser explorado. Quando o problema está fora da escola, a ação necessária para que se tenha sucesso na aquisição da aprendizagem, fica comprometida, ou dificulta o sanar dessa problemática. Weiss (2000), afirma que 10% dos casos por ela diagnosticado têm influencia familiar.

Nesse meio, seguimos buscando respostas em dois casos e esses, por coincidência, estavam tendo possíveis envolvimentos com ações em sua família. Em que nos leva a efetuar duas pesquisas. A primeira sobre o conceito atual de família e outro sobre as possíveis causas do desvio de conduta e da não aprendizagem relatas em cada caso. Com isso, mostraremos como se deu todo processo e resultado das pesquisas citadas e da mudança   realizada na escola, contemplando o que lhe foi possível perceber de acordo com a situação.

 

A Escola e os Vários Tipos de Família, Necessidade do Psicopedagogo Entre Essas Relações

 

A educação ou formação de uma criança é dever da família, da escola e da sociedade, todavia a convivência entre dois pilares se torna conflituosa, principalmente quando se trata de família e escola. As primeiras relações de valores  acrescidas na base cultural é fornecida pela família, como cada estrutura define as suas próprias regras, cada criança chega a escola com perfis diferente. Segundo Mora (2008, p.302), trazendo com eles a sua história, uma base sociocultural e além disso seus próprios desejos e ilusões.

Para a autora, a escola e a família são dois mundos distintos em que a criança se adapta em um e tem que aprender a se mudar totalmente noutro, inclusive com regras distintas, usando diferentes modelos de conduta.

A participação dos pais no processo educacional dos seus filhos é muito importante, porém cabe a escola e professores saberem realizar e conceber proveito dessa relação.

 

 

É importante, consequentemente que pais expliquem como se comporta seu filho em casa, que tipo de relação  e de respostas manifesta diante deles e de seus irmãos, quais seus jogos preferidos, suas ocupações, suas amizades, em que medida participa das tarefas domésticas e das atividades familiares, etc. Mora (2008. p.303)

 

 

 

Conhecer o “mundo” da criança faz-se necessário, a escola passa a ser continuação de um processo, deixando de ser mais um na vida dela.

Nesse contexto não podemos deixar de lado os vários tipos que se constituem atualmente como família. De acordo com a concepção deMora ( 2008), assim podemos citar:

  • Monoparentais: quando um genitor convive com seus filhos e filhas menores ou dependentes, sendo único responsável por eles. Quando são avós, tios e assim por diante, chamamos de monoparentais  secundário;
  • Mães Solteiras: uma espécie de monoparental que possui características próprias;
  • Famílias Unidas: possui laços consangüíneos e filiação do primeiro casamento, estabelecendo consequência com o segundo. Alguns aspectos observados nessas famílias são a falta de denominação do espaço social, alteração do tempo de geração, parentesco ampliado, fragilidade dos vínculos, o compartilhável e o não-compartilhável e conflito de lealdade;
  • Famílias Homossexuais: Quando casais do mesmo sexo representam a responsabilidade na criação e educação. Essa paternidade está marcada e analisada pelas mudanças nos papéis dos gêneros.

 

São situações que a escola contemporânea tem que aprender a lidar, o conceito de família ampliou e cada caso rege condutas diferentes, principalmente longe de preconceitos.

 

 

Para que a escola e professores possam lidar com essa gama de diversidade é importante que a escola possa contar com o acompanhamento do Psicopedagogo, a quem dirigir os casos em que o desenvolvimento harmônico da criança não tem ocorrido. (MORA 2008, p.302)

 

 

A atuação desse profissional permite principalmente em conseguir realizar o trabalho necessário para junção entre família  e escola, e intervir nos conflitos dessa relação.

Várias profissões vêm sendo criada ao longo dos tempos, a educação necessita acompanhar essa demanda social em prol do desenvolvimento educacional de meninos e meninas. A criança atualmente se encontra em meio a mudanças de várias frentes sociais, formas de tratamento e conceitos estabelecidos. Quando a escola age isoladamente da família e da sociedade, corre o risco de rotular e desacreditar a criança, na qual deveria ser o oposto, fomentar meios que possibilitem a descoberta da dificuldade enfrentada junto com a família.

 

 

Um traço de identidade atribuída a uma pessoa ou a um grupo de pessoas não se constitui num estigma, a não ser nas situações em que ele pode atuar para diminuir ou desacreditar as pessoas. As referências ao endereço pra exprimir as propriedades sociais dos alunos e suas famílias, recorrentes notadas nas falas dos diretores, coordenadores, professores, e alunos entrevistados na pesquisa que deu origem a essa analise, constitui uma dessas analises. (GOFFMAN (1963) Apud NOGUEIRA, ROMANELLI E ZAGO  2000 P.88 )

 

 

 

Frente a essa concepção, conceituamos aspetos de dois casos em que o trabalho realizado mostra a importância do psicopedagogo atuando na descoberta de possíveis situações que desencadeiam o baixo desenvolvimento, tendo como fonte a relação família e escola, Para uma visão prévia sobre o diagnóstico dos problemas de aprendizagem escolar, citaremos algumas considerações segundo Weiss (2000)

Para a autora, a aprendizagem esperada é aquela que está à altura da condição fornecida para o educando, principalmente quando se trata de camadas mais pobres da população, muitas vezes a escola parece parar no tempo e os alunos muito a frente ou a família possui um olhar diferenciado sobre o real funcionamento pedagógico da escola.

As rupturas ou dificuldades em progredir acontecem às vezes por distorções do próprio sistema, quando possui o profissional qualificado para descobrir onde está o problema é necessário um levantamento minucioso, um diagnóstico psicopedagógico, na qual é uma investigação sobre determinada queixa que pode partir do aluno, da família, mas em sua maioria pela escola. Ele representa algo que não vai bem sobre uma determinada conduta esperada. Muitas vezes imperceptíveis pelo corpo docente.

Weiss (2000) percebeu que cerca de 10 % dos casos que tem explorado em sua clínica apresentam casualidade provinda da história pessoal e familiar do indivíduo. Apesar da pouca incidência, são vidas, seres que estão necessitando de apoio como os casos que aqui serão citados, fato que a psicopedagogia pode contemplar em suas necessidades frente às descobertas de ações familiares que impediam ou dificultavam o processo educacional harmônico da criança.

 

 

Aspectos  Psicopedagógico Observado em Anamnese e Avaliação Diagnóstica

 

Os dois casos que será relatado, foi fruto de resultados que alcançamos no período de estágio, onde fizemos algumas anamnese e avaliações diagnósticas. Sabemos que para dar inicio a esse processo psicopedagógico é necessário que haja primeiramente uma  queixa, seja ela partindo da escola, do paciente ou da família. É importante lembrar que durante as sessões diagnósticas deverá escutar novamente a queixa a fim de perceber se há variações desta queixa.

Em ambos os casos a queixa partiu primeiramente da professora, onde ela relatou sobre o comportamento fora do real dentro do ambiente escolar, demonstrando desvio de conduta através de gestos agressivos com os colegas, apresentava também falta de concentração, falta de compromisso com os deveres escolares; tais comportamentos começaram atrapalhar o seu desenvolvimento no processo ensino aprendizagem. Durante a anamnese, foram observados e detectados os seguintes aspectos:

 

  • Gestação não programada;
  • Depressão durante a gravidez;
  • Agitação durante o sono;
  • Dificuldade de relacionamento;
  • Ausência do vinculo paterno;
  • Alcoolismo;
  • Falta de disciplina.

 

Nos questionamentos realizados com a coordenação da escola a fala foi a mesma da professora, inclusive em um dos casos a fala da mãe também condiz com a da professora. Em nenhum momento negou os questionamentos feito, podendo contribuir com suas respostas. Já no outro caso houve ausência de informações, as formulações e indagações feitas para escola, família e  paciente foi bem analisada em seus cujos significados e, mesmo não obtendo as respostas coerentes, foi possível contribuir para detectar os aspectos acima citado, onde iremos especificar somente um em relação aos  casos e as conseqüências que podem provocar no desenvolvimento educacional de uma criança.

 

 

Alcoolismo

 

O alcoolismo é uma intoxicação aguda ou crônica, provocada pelo consumo de bebidas alcoólicas. As pessoas perdem o controle e encontram no álcool vantagens tão importantes que não conseguem prescindir dele. Estas pessoas bebem diariamente onde domina a vida do indivíduo dependente.

A família sem dúvida nenhuma exerce papel importante na formação do caráter do indivíduo, uma pessoa dependente do  álcool  no ambiente familiar não atinge unicamente a si próprio e sim a todos ao seu redor. As crianças que estão em fase de desenvolvimento que convive em um ambiente como este é  prejudicada no seu plano afetivo, onde os pensamentos os comportamentos e os sentimentos são concebidos de forma distorcida. Assim como em um dos casos que estudamos, o alcoolismo quando esta representada pela figura do pai, da mãe, madrasta ou pelo padrasto se torna ainda mais grave. Percebemos sinais de abandono momentâneo, falta de alimentação nos horários, falta de acompanhamento das atividades escolares, sinais de agressão, falta de higiene pessoal e ambiente residencial.

O alcoolismo foi escolhido entre os fatores acima citado por encadear uma série de consequências quando se trata de desenvolvimento humano  e aquisição da aprendizagem.

 

Conclusão

 

Quando se trata de educação de crianças que apresentam déficit de aprendizagem ou desvio de conduta, a escola contemporânea se mostra impossibilitada em sua maioria em lidar de forma qualitativa em reverter esse processo. Um dos principais fatores está ligado a não obtenção de informações sobre o educando em relação ao convívio familiar e social. Surge então a necessidade de profissionais que sejam capazes de investigar e compreender possíveis situações que desencadeiam a falta de aprendizagem e atitudes indesejadas no convívio escolar.

Durante o diagnóstico, percebemos vários fatores externo ao mundo escolar que influenciavam diretamente neste, imaginemos o quanto tal fato ocorre com os alunos que encontramos em nossa vida docente e quantos são investigados no intuito de colaborar com sua evolução. Essa necessidade é tão comum que em apenas um enfoque, o alcoolismo, encontramos outros fatores relacionados a este necessitando de uma atenção específica para que a criança possa evoluir.

A dimensão da equipe pedagógica para atual concepção de escola que queremos deve ser repensada, incluindo novos atores que possam em sua especificidade contribuir na aquisição da aprendizagem de todos os alunos envolvidos. Dentre estes profissionais destacamos o psicopedagogo, sendo um entre os membros da equipe multidisciplinar que a escola tanto anseia.

 

Referencia Bibliográfica

 

 

MORA, Estela. Psicopedagogia Infanto-adolescente. Guia de orientações para os pais e educadores. Equipe Cultural.2008.

 

NOGUEIRA, Maria Alice. ROMANELLI, Geraldo. ZAGO, Nadir. Família e Escola.Trajetórias de escolarização em camadas médias e populares. Petrópolis. 2ª Ed. Editora Vozes.

 

SCOZ. Beatriz J.Et. al. Psicopedagogia: O caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional: Porto Alegre. Artes médicas, 1987.

 

WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica. Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro/Lamparina. 12ª Ed. Editora  2007.

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