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Vida ou Subvida

RESUMO

Quando os africanos chegaram ao Brasil foram obrigados a aceitar várias mudanças em suas vidas; principalmente na cultura e na religião. Tiveram que aprender uma nova língua, adorar novos deuses e disfarças as suas crenças natais, perderam o direito de conviver com suas famílias, sendo separados de seus cônjuges e filhos. Eram considerados como bichos sem alma, sendo inferiorizados pelos seus senhores. E estes se achavam no direito de castigá-los com os mais variados castigos físicos, além de trabalharem de sol a sol sem descanso ou remuneração alguma. A princípio a cultura africana era desprezada, mas aos poucos ela foi sendo misturada à cultura brasileira, formando um mix na dança, na comida, na língua e na religião. Porém mesmo com toda essa herança em nossa cultura, ainda hoje a discriminação contra os negros e seus descendentes é muito grande no Brasil.

PALAVRAS CHAVES: África, negros, Brasil, cultura, religião, trabalho, escravo.

 

ABSTRACT

When africanis arrived in Brazil were forced to accept several changes in their lives; mainly in the culture and religion. Had to learn a new language to worship new gods and  to disguise their natal beliels, lost the right to live with their families separated from their spouses and children were considered as animals without soul, being lowered by their sirs. And found in the right to punish them with the most varied physical punishment. Besides working from sunup to sundown without rest os pay. The principle of African culture was despised, but slowly it was being mixed with the Brazilian culture, forming a mix dance, food, language and religion. But with all this heritage in our culture even today the discrimination against blacks and their descendents are very big in Brazil.

Keywords:  África, blacks, Brazil, culture, religion, work, slave.

 

INTRODUÇÃO

Os africanos que vieram para o Brasil tiveram que aceitar uma mudança muito grande em suas vidas, pois antes estes viviam em liberdade no continente africano ainda que às vezes fossem servo de algum chefe tribal, mas tinha liberdade para cultuar seus deuses, cultivar sua cultura, escolher sua ou seu companheiro, com vinda dos negros para nosso país isso mudou, passou ser escravos sem direito a nada, serem vistos como objetos ou animais onde os donos podiam fazer o que quisessem ao seu bel prazer, passaram ser tratados como coisas, bichos sem alma, que precisavam ser catequizados e domesticados pelos seus donos. Usá-los nas mais variadas tarefas e estes se sentiam como quem faz um favor ao “doutriná-los” em nossa cultura.

 

NOVOS DEUSES

Os negros que foram trazidos a força para o Brasil, perderam a liberdade de expressar e cultuar a religião africana, foram obrigados a aceitar uma nova religião, esta totalmente diferente  da sua de origem, e para não serem chamados de pagãos ou filhos do diabo, tiveram que aceitar um novo batismo passando serem chamados de cristãos. Porem por serem negros foi lhes doto que aceitassem sua condição de escravos, pois era à vontade Deus em suas vidas, a única maneira de alcançarem o céu.

Tiveram que aceitar e adorar novos deuses e esquecer ou fingir que esqueceram seus deuses, seus cultos afros eram reprimidos tendo que ser realizados às escondidas, suas divindades foram mascaradas ou disfarçadas pelos santos católicos. Pois a sociedade branca da época não aceitava as religiões africanas, e até hoje não se vê com bons olhos as religiões afro brasileiras, as pessoas aceitam por tolerância.

O preconceito e a discriminação racial criaram formas de descaracterizar e inferiorizar a cultura negra. Assim, muitas idéias erradas veicularam sobre as religiões, fazendo com que muitos brancos e negros não compreendessem e tenham concepções e posturas discriminatórias em relação às religiões de matriz africana. (Santos, 2009, p.82).

 

TRABALHO NÃO REMUNERADO

Por serem considerados inferiores aos brancos, os negros tinham que se sujeitar a todo tipo de trabalho desde o trabalho na roça nas lavouras de café, nas plantações de cana, no fabrico de açúcar, nas construções de casas, no serviço domestico em geral. Alem das negras serem delegadas as tarefas de ama de leite, mucamas particulares de suas donas e o pior de tudo servir aos patrões como diversão em sua cama, independente de seu querer ou não, e alguns negros eram classificados como reprodutores tratados como animais onde muitos negros nascidos e criados para serem vendidos como mercadorias por seus donos sem se importarem com seus sentimentos, divisão ou a distancia da família, dormiam amontoados das senzalas sem as mínimas condições de higiene ou privacidade dos casais, a comida que recebiam era somente para não morrerem de fome daí a invenção da feijoada para aproveitarem os pés dos porcos e miúdos, a polenta e outros como meio de saciar a fome. Recebiam pedaços de panos ou trapos para tampar sua nudez. O que segundo Victor Leonardi que a mentalidade que predominava era que os negros precisavam de três P (pão, pano e pau este último usado mais freqüentemente nas surras e castigos que recebiam pelas coisas erradas que por ventura faziam, viviam em condições subumanas o que não muito raro estes chegavam a sessenta anos de idade pela rotina puxada de trabalho, para usufruir da lei dos sexagenários quando foi instituída.

A rotina de trabalho dos escravos nas fazendas de café era árdua. Logo cedo eles se levantavam e, antes do sol raiar, se dirigiam para os cafezais a pé ou em carros de boi. Lá passavam 15 horas por dia trabalhando, permanecendo na labuta até o anoitecer, quando regressavam para sede da fazenda. Ao chegarem, ainda eram obrigados a cortar lenha, preparar a comida para o outro e torrar café. Já eram 10 horas da noite quando se recolhiam nas senzalas, feitas de pau-a-pique e sapé, sem janelas. (Matos, 2007, p.109).

 

UMA NOVA CULTURA

A cultura africana foi mudando aos poucos ora por imposição ou por aculturação de ambas as partes principalmente por parte dos chamados brancos ao longo dos anos, gerando uma mistura de culturas de costumes que originou boa parte da cultura brasileira de hoje, onde há uma influencia muito grande na dança como: samba, capoeira, axé, pagode batuques, lundus, maxixe, afoxés da Bahia, tambor de criolá do Maranhão e hip-hop que chegou ao Brasil por volta dos anos 80 além de outras. A maioria dessas danças era vistas com maus olhos pela sociedade da época principalmente pelo balançar das ancas das negras que dançavam. Na comida também há uma grande variedade como: feijoada, rabada, que ainda hoje se usa muito em nossas cozinhas polenta, canjiquinha, quiabo etc. Todavia muitos ainda não aceitam esta cultura como nossa mesmo usufluindo dela de forma direta ou indireta.

...Dos escravos africanos vieram as técnicas e os modos de cozinhar os alimentos; do comercio realizado com África, uma variedade de produtos, como o azeite de dendê, a banana, o café, a pimenta malagueta, o óleo de amendoim, a abobora, o quiabo etc.Um dos pratos mais populares no Brasil leva alguns desses produtos: o acarajé, feito com feijão fradinho, azeite de dendê, pimenta, sal e camarões. O angu, uma espécie de mingau feito com farinha de milho ou de mandioca, água, pimenta e azeite, e apreciada moqueca de peixe ou camarão cozido com dendê, tomate e pimenta, são pratos encontrados nos dois lados do atlântico. Outro prato que resultou da criatividade africana foi a feijoada, preparada com feijão, que já fazia parte da dieta africana, acrescido de pedaços de carnes. (Matos, 2007, p.176,177).

 

Na língua originou palavras que fazem parte do nosso vocabulário como: cafundó, axé, mucama, dengo, caçula, xingar, cochilar, dendê, bunda, cachaça, carimbo, marimbondo, tanga, cachimbo, fubá, sunga, jiló, gogo, forro, berimbau etc.

E por toda essa discriminação e preconceito que o negro e afro descendentes vem sofrendo ao longo dos anos muitas pessoas aprenderam a usar o lema coitadinho para livrar ou conseguir algo, criaram o estereótipo de que o negro é inferior, é coitadinho, menos inteligente,menos capaz, e isso só prejudica as pessoas pois as afastam mais de seus sonhos, pois são empurradas para longe de seus sonhos e objetivos pela discriminação sobrando a elas apenas, os  piores trabalhos e menores salários, os cursos menos procurados ou as “cotas” inferiozando mais os negros como se eles não fossem capaz de alcançar sem as cotas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Contudo ainda existe uma discriminação velada contra esse povo. E todo este racismo gerou marcas profundas ao longo dos anos que esta enraizada em nosso país tão profundamente, que até os próprios negros discriminam a própria raça, gerando desigualdades sociais onde o negro acaba trabalhando quase sempre nos piores empregos, às vezes ganha menos, muitos não conseguem estudar ou passar em uma universidade, pois não conseguem concorrer com os chamados brancos, estão marginalizados nas favelas engolidos pelo crime e o tráfico.  E este trabalho serviu para aprimorar meus conhecimentos sobre a historia da África bem como a cultura, a religião, os costumes e a alimentação dos povos africanos e seus descendentes, além de conhecer sua luta por seus direitos e melhores condições de vida.   

 

BIBLIOGRAFIAS

CHALOUB, Sidney. Visões de liberdade. Uma historia das ultimas décadas da escravidão na corte. São Paulo. Cia das letras, 1990.

FAUSTO, Boris. Historia do Brasil, Brasília Ministério da Educação, Secretaria de Educação à Distância; 2002.128p.-(cadernos da TV escola.Historia do Brasil;  n1, ISSN1678-1635)

FREYRE, Gilberto, 1900-1987. Casa Grande e Senzala: Formação da Família brasileira sob o regimento da economia patriarcal/Gilberto Freyre; ilustrações em cores de Cícero Dias; desenhos de Antonio Montenegro-34: edição- Rio de Janeiro: Record, 1998.

GIORDANI, Mario Curtis Historia da África; anterior ao descobrimento/ Mario Curtis Giordani. 5ª edição. - RJ; vozes, 2007.

GUILLEN, Isabel. 500 anos Um Novo Mundo TV./ Isabel Guillen, Silvia Couceiro-/ Brasília: Mec. Secretaria de Educação a Distancia, 2001 80p. 2v.:Il.- (cadernos da TV Escola, ISSN 1518-5915)

KABENGELE, Munanga Superando o racismo na escola. 2ª edição revisada/organizador. -(Brasília): ministério da educação continuada, alfabetização e diversidade, 2005.

LEONARDI, Vitor A Idade do Brasil 1- Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distancia, (cadernos da TV Escola. Idade do Brasil ISSN 1516-4425 nº 1)

MATTOSO, Kátia de Queiros, Ser escravo no Brasil, 3ª edição. Editora brasiliense

MATTOS. Regiane Augusto de Historia e cultura afro-brasileira/Regiane Augusto de Mattos. -São Paulo: contexto, 2007.

SANTOS, Ângela Maria dos (org.) Historia e cultura negra: Quilombos em Mato Grosso/ Ângela Maria dos Santos; João Bosco da Silva (org.) Cuiabá; gráfica Print indústria e editora Ltda/ Seduc, 2009.98p.

SILVA, Eduardo, REIS, João Jose, Negociação e conflito a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: companhia das letras, 1989.

SANTANA, Sonia. Barões e escravos do café: uma historia privada do Vale do Paraíba; ilustração. Clarissa da Costa Moreira.- Rio de Janeiro: Jorge Zahor Ed.-(Brasil Colônia-Império e Republica. Cotidiano da Nobreza e da escravidão)

 

Luciene Silva de Jesus Meneses Faria

Pós-Graduanda em Géo-Historia com ênfase em historia da África ,licenciada em História, pela (UNEMAT); Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

José Olímpio dos Santos

Professor Doutorando, Orientador.

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