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aspas1 A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida. aspas2

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Ação Didática-Pedagógica: Tecnologia na Educação

RESUMO 

A ação docente inovadora precisa contemplar a instrumentalização dos recursos disponíveis, em especial, os computadores e a rede de informação. Aos professores e aos alunos cabe participar de um processo conjunto para aprender de forma criativa, dinâmica, encorajadora, que tenha como essência o diálogo e a descoberta. Para alicerçar uma ação docente que venha a atender às mudanças paradigmáticas da ciência, há a necessidade de se construir uma aliança de abordagem pedagógica, formando uma verdadeira teia de referenciais teórico-práticos e metodológicos. A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto sócio-econômico-tecnológico, cuja característica geral não está mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas, na informação digitalizada como nova infra-estrutura básica. O presente trabalho busca uma reflexão à respeito da educação e, da educação em face das novas tecnologias e a forma pela qual a escola vem lidando com essa questão que está posta socialmente e da qual a escola não pode se abster de participar, pois está patente que a escola deve rever sua maneira de ensinar e propiciar a aprendizagem, permeada pelas tecnologias. O interesse pelo tema surge devido às grandes discussões que estão postas pela e para a sociedade à respeito da presença das tecnologias na educação

 

Palavras-chave: 1- Educação;  2 – Tecnologia; 3 – Atualização

 

 

INTRODUÇÃO

 

No contexto atual, por ser uma temática que está no centro das atenções de todos os setores sociais e, principalmente, na educação, a tecnologia está presente em todas as discussões. Isso impulsionou a escolha do presente tema, o da tecnologia na educação, visando a compreensão e o aprofundamento no mesmo e, ainda, a busca da possibilidade de apontar pistas para aprimorar o trabalho docente em sala de aula.

No presente trabalho, busca-se trabalhar a temática Tecnologia na Educação, a partir do enfoque sobre a questão da televisão, do vídeo, do computador e da internet, todos relacionados ao aspecto educacional e, procurando visualizar ora sua importância para a prática docente, ora sua necessidade e, ainda, o quanto de tecnologia que está em uso na sala de aula e qual a sua importância na aprendizagem dos alunos, qual a sua contribuição no aprimoramento do processo de aquisição do conhecimento em sala de aula.

Para pensar o presente tema, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, buscando um breve relato sobre a educação e a importância da tecnologia na mesma, bem como a temática das tecnologias audiovisuais – TV, vídeo e internet na escola – e de que maneira seu uso pode vir a favorecer o processo ensino-aprendizagem.

 

REVISÃO LITERÁRIA.

A educação, como afirma Pilleti (2003), é um processo universal, do qual ninguém escapa, mas que varia de acordo com a sociedade em que se realiza. Na era da TV digital, muito se tem discutido sobre o legado que a humanidade vem construindo no decorrer da historia. Alguns pensadores defendem a idéia de que esse legado deve ser transmitido de pessoa para pessoa, de geração em geração, mas, há outros que defendem a idéia de que esse conhecimento deve ser construído pelo ser cognoscente e, que a função do educador seja apenas fazer o processo de mediação de construção desse conhecimento para o seu desenvolvimento enquanto ser. O aluno deve ser instrumentalizado para poder assimilar e acomodar todo o conhecimento para o seu desenvolvimento enquanto ser.

Nesse momento aparece um instrumento que está na moda, que faz parte do cotidiano - o computador e, junto com ele novas tecnologias audiovisuais passam a fazer parte da educação, promovendo uma revolução nesse campo. Alguns educadores afirmam que o computador vai revolucionar a educação em todos os sentidos. Outros afirmam que as novas tecnologias devem ser apenas mais instrumentos didáticos a serem utilizados no processo ensino-aprendizagem.

O fato é que conforme Bergo (2005), salvo algumas exceções, falar de escola sem falar em utilização de recursos tecnológicos é quase impossível, visto que as variadas formas tecnológicas fazem parte do cotidiano da escola. Muito já se falou sobre essa questão, inclusive que o professor perderia o lugar, pois bastaria apertar alguns botões e o conhecimento estaria presente, mas na realidade já pudemos perceber que não foi isso que aconteceu.  O que aconteceu  foi  uma mudança no foco da atividade docente, onde muitos professores passam a atuar como facilitadores do processo, nas escolas onde as tecnologias estão presentes e ao alcance de todos, o que não acontece em todos os lugares.

Entre esses dois dilemas, o computador e as novas tecnologias, que não são um fim em si mesmos, mas antes, auxiliares na construção do conhecimento pelo aluno, pois a tecnologia pela tecnologia não é de grande ajuda, posto que é necessário saber utilizá-la e para que utilizá-la. A partir do momento em que se sabe como e porque utilizá-la, a tecnologia proporcionar ótimas oportunidades de aprendizado.

O processo de mudança que a sociedade vem sofrendo nas últimas décadas tem forte influência dos paradigmas da ciência. A revolução trouxe para a humanidade, a visão do mundo-máquina. Assim, a comunicação na escola evidencia desafios e problemas relacionados aos espaços e tempos que o uso das tecnologias novas ou convencionais provoca nas práticas que ocorrem no cotidiano escolar. Para entendê-los e superá-los, é fundamental reconhecer as potencialidades das tecnologias disponíveis e a realidade em que a escola se encontra inserida, identificando as características do trabalho pedagógico que nela se realiza, de seu corpo docente e discente, de sua comunidade interna e externa.

Esse reconhecimento favorece assim a incorporação de diferentes tecnologias (computador, internet, TV, vídeo e outras) existentes na escola à prática pedagógica e a outras atividades escolares em situações em que possam trazer contribuições significativas. Pois, como afirma Anjos (2007),

 

Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado. Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.

 

As tecnologias são utilizadas de acordo com os propósitos educacionais e as estratégias mais adequadas para propiciar ao aluno a aprendizagem, não se tratando de informatização do ensino, o que reduziria as tecnologias a meros instrumentos utilizados para instrução do aluno.

É possível pensar o fato de que sua presença não altera assim tão radicalmente a relação pedagógica, se transformando antes em um recurso a mais, uma vez que a partir das mesmas, tornam-se possíveis maiores inferências sobre o que se está trabalhando em sala, independente de ser alfabetização ou ensino médio. O que não pode acontecer é o professor se dirigir para a sala de aula com a pretensão de utilizar tais recursos sendo que ele mesmo não sabe o que fazer com eles. É necessário então que o professor domine tais tecnologias para que delas possa fazer bom uso e, a partir desse uso programado, permitir ao aluno o descortinar de outra realidade.

É necessário que os alunos sejam levados a ver a máquina e o seu funcionamento como algo a ser desvendado e, que pode vir a ser apaixonante, se devidamente explorada e, se devidamente equipada com instrumentos que permitam essa exploração e, a construção de situações de ensino-aprendizagem. Aprende-se aí, a lidar com a diversidade, a abrangência e a rapidez de acesso às informações, bem como com novas possibilidades de comunicação e interação, o que propicia novas formas de aprender, ensinar e produzir conhecimento, sendo este último, sempre incompleto, provisório e complexo.

De acordo com Moran,

Apesar da resistência institucional, as pressões pelas mudanças são cada vez mais fortes. As empresas estão muito ativas na educação on-line e buscam nas universidades mais agilidade, flexibilização e rapidez na oferta de educação continuada. Os avanços na educação a distância com a LDB e a Internet estão sendo notáveis. A LDB legalizou a educação a distância e a Internet lhe tirou o ar de isolamento, de atraso, de ensino de segunda classe. A interconectividade que a Internet e as redes desenvolveram nestes últimos anos está começando a revolucionar a forma de ensinar e aprender. As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola) que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender. As redes também estão provocando mudanças profundas na educação a distância. Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muito auto-disciplina. Agora com as redes a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal. A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

Percebe-se que a tecnologia chegou para ficar em todos os setores e, na educação não será diferente, mesmo se for considerado o fato de que,

A escola é uma instituição mais tradicional que inovadora. A cultura escolar tem resistido bravamente às mudanças. Os modelos de ensino focados no professor continuam predominando, apesar dos avanços teóricos em busca de mudanças do foco do ensino para o de aprendizagem. Tudo isto nos mostra que não será fácil mudar esta cultura escolar tradicional, que as inovações serão mais lentas, que muitas instituições reproduzirão no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.  Com os processos convencionais de ensino e com a atual dispersão da atenção da vida urbana, fica muito difícil a autonomia, a organização pessoal, indispensáveis para os processos de aprendizagem à distância. O aluno desorganizado poderá deixar passar o tempo adequado para cada atividade, discussão, produção e poderá sentir dificuldade em acompanhar o ritmo de um curso. Isso atrapalhará sua motivação, sua própria aprendizagem e a do grupo, o que criará tensão ou indiferença. Alunos assim, aos poucos, poderão deixar de participar, de produzir e muitos terão dificuldade, à distância, de retomar a motivação, o entusiasmo pelo curso. No presencial, uma conversa dos colegas mais próximos ou do professor poderá ajudar a que queiram voltar a participar do curso. À distância será possível, mas não fácil. Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, não. Os professores sentem cada vez mais claro o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Creio que muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem bem como fazê-lo e não estão preparados para experimentar com segurança. Muitas instituições também exigem mudanças dos professores sem dar-lhes condições para que eles as efetuem. Freqüentemente algumas organizações introduzem computadores, conectam as escolas com a Internet e esperam que só isso melhore os problemas do ensino. Os administradores se frustram ao ver que tanto esforço e dinheiro empatados não se traduzem em mudanças significativas nas aulas e nas atitudes do corpo docente.

É possível perceber que as mudanças de atitude são o próximo e inadiável passo por parte dos docentes. Não é fácil mudar, mas se for considerado o fato que a era digital veio para ficar e que tal fato terá um impacto ainda maior no processo ensino-aprendizagem, como bem o colocam Moran e Anjos.

É uma revolução que os educadores terão de enfrentar sem ter digerido totalmente o que as novas tecnologias têm a oferecer. É a questão fundamental recorrente: sem o conhecimento tecnológico, será impossível implantar soluções pedagógicas inovadoras e vice-versa; sem o pedagógico, os recursos técnicos disponível não serão adequadamente utilizados.

Sobre essas sofisticações tecnológicas, embora sejam ainda maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na sua implantação na educação. Primeiro, o domínio do tecnológico e do pedagógico não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro. Assim como não se pode pensar apenas no pedagógico, alijando o tecnológico do processo de ensino-aprendizagem, já que o respectivo aspecto encontra-se inserido em todos os campos do conhecimento. É irrealista pensar em primeiro ser um especialista em informática ou em mídia digital para depois tirar proveito desse conhecimento nas atividades pedagógicas. O melhor é quando os conhecimentos tecnológicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um demandando novas idéias do outro.

O segundo aspecto diz respeito à especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma dessas facilidades tecnológicas tem a oferecer  e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. Em uma determinada situação, a televisão pode ser mais apropriada do que o computador. Mesmo com relação ao computador, existem diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir.

As facilidades tecnológicas oferecidas pelos computadores possibilitam a exploração e um leque ilimitado de ações pedagógicas, permitindo uma ampla diversidade de atividades que professores e alunos podem realizar. Por outro lado, essa ampla gama de atividades pode ou não estar contribuindo para o processo da construção do conhecimento. O aluno pode estar fazendo coisas fantásticas, porém o conhecimento usado nessas atividades pode ser o mesmo exigido em outras atividades menos espetaculares. O produto pode ser sofisticado, mas não ser efetivo na construção de novos conhecimentos.

Nesse aspecto, a experiência pedagógica do professor é fundamental. Conhecendo as técnicas de informática para a realização dessas atividades e sabendo o que significa construir conhecimentos, o professor deve indagar se o uso do computador está ou não contribuindo para a construção de novos conhecimentos. Nesse sentido, o educador precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação e, entender os recursos que elas oferecem para a construção do conhecimento.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Buscou-se aqui investigar as tecnologias na educação, objetivando o aprofundamento na temática, para poder comensurar quais aspectos são importantes para a educação, pois estamos na era digital e as tecnologias estão à nossa volta a todo instante.

Percebe-se que a escola não acompanha a evolução tecnológica e que está em defasagem com as tecnologias. A educação não tem, via de regra, conseguido explorar o que as mídias tem a contribuir para aprimorar a educação.

As tecnologias estão implantadas em algumas escolas, mas as mesmas não conseguem usufruí-las do ponto de vista didático-pedagógico, visando o favorecimento da aquisição de conhecimento por parte do aluno. Ela é vista apenas como a inserção de novos maquinários na escola, pois onde antes mal havia um rádio ou uma TV, passando pelo vídeo e pelo aparelho de DVD, agora existem computadores, internet e, se estes não forem adequadamente trabalhados, tornam-se obsoletos dentro de uma escola que ainda não está preparada para tais avanços, apesar de já estarmos com uma década século XXI adentro. É necessário que haja uma formação didática para a utilização dessas tecnologias, visando não apenas aulas mais prazerosas, mas também com mais e melhores oportunidades de aprendizado. A tecnologia é sedutora. Cada criança, adolescente, jovem ou adulto se sente atraído por ela, pelas facilidades, pelas novidades. Assim, na era digital, cabe ao professor, tornar-se apto a utilizar todos os instrumentos facilitados pelos avanços tecnológicos e tê-los como seus aliados no processo de construção do conhecimento.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BERGO, Heliane Maria. (elaboração). A Prática da Alfabetização Infantil. Caderno de Estudos e Pesquisas 1. Escola Aberta. Programa Revoada Todos Alfabetizados. CETEB – Centro de Ensino Tecnológico de Brasília. 2005.

 

FERRÉS, Joan. Vídeo e Educação. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996

Integração das Tecnologias na Educação. Secretaria de Educação à Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, 204 p.

MACHADO, Arlindo. A arte do vídeo. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1988

PILLETI, Nelson. História da Educação no Brasil: Série Educação; 7ª ed. São Paulo: Ática, 2003

HTTP://www.overmundo.com.br/overblog/educacao-e-tecnologia-uma-alianca-necessaria. Juracy dos Anjos. Salvador. BA. 2007, acesso em 13/11/2010

http://www.eca.usp.br/prof/moran/integracao.htm.aintegracaodastecnologiasnaeducacao.josemanuelmoran acesso em 13/11/2010

 

 

AGRADECIMENTOS

 

Em primeiro lugar, encaminhamos nossos agradecimentos a Deus, que nos concedeu a vida e a força. À família e aos amigos, cujo apoio no permitiu e nos incentivou a persistir no presente caminho. Aos nossos professores. Ao nosso orientador, que nos apresentou novas possibilidades de pesquisa e a oportunidade da escrita.

 

Lenir Medeiros dos Santos1

Valdomiro Pereira Lopes2

Profº José Olímpio dos Santos3

Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional1

Discente do Curso de Pós-Graduação Psicopedagogia Clínica e Educacional2

Professor Doutorando e Coordenador do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu: Psicopedagogia Clínica  e Educacional3

1,2,3 Impactos - Instituto Matogrossense de Pós Graduação e Serviços Educacionais Ltda, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil

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